ABC: Pequeno na Final, Gigante na História
Nos seus gloriosos 110 anos, o maior campeão do mundo sempre cresceu nas horas decisivas. As duas boas vitórias diante do QFC nas semifinais deram indícios de que a tradição se repetiria em 2026.
No jogo de ida da final começou a decepção. Com um futebol apenas reativo, para usar um termo atual, escapou da derrota pela incompetência do adversário em converter em gols o domínio territorial e as chances criadas. Em um raríssimo momento de lucidez e criatividade, conseguiu o empate em um gol de bela feitura após a entrada tardia de atletas que mostraram qualidade técnica superior aos que estavam em campo.
A Frasqueira acreditou que o golaço de Lima pavimentaria o caminho para a retomada da hegemonia, principalmente por ter o mando de campo e a maioria absoluta nas arquibancadas.
Todavia, o Clube do Povo portou-se como um bebê elefante (foto). Repetiu a mesma escalação ineficaz do jogo anterior, apresentando um futebol infantil, ainda com menor qualidade, sem criatividade e sem força ofensiva. Cedeu espaço ao adversário, que tomou a iniciativa desde o começo da decisão. Ainda assim, abrimos o placar após, novamente, tardias substituições. Fomos para a cobrança das penalidades e, logo na segunda série, uma cobrança a nível de criança já concedeu a vantagem ao adversário, que manteve até o final.
Há quatro anos, o Mais Querido acumula insucessos com um modelo malsucedido de formação de elenco e mostra insanidade ao esperar resultados diferentes.
Muito sofrimento para o nosso povo, que não vê boas perspectivas para a Copa do Nordeste, que começa quarta-feira com uma visita ao Ceará Sporting e, no domingo, recebendo o Sport Recife, em estádio a definir. O Elefante já obteve vitórias memoráveis sobre os dois gigantes nordestinos, dentro e fora de casa. Para tanto, é indispensável altivez, bom futebol e postura de vencedor.
Elefante não pode se apequenar.
Precisa estar à altura e ao tamanho de sua gigantesca torcida.

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